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Menu Testa: Risoteria Express

por Luciana Mastrorosa

Arroz quentinho e feito na hora é um dos acompanhamentos mais fáceis e saborosos de fazer. Com ou sem refogado, uma boa porção de arroz complementa o feijão de todo dia, a carne, a salada… Por isso, a proposta de uma máquina de arroz que permite preparar também risotos e legumes no vapor nos pareceu boa para o teste.

A Risoteria Express Arno é charmosa, pequena e leve, na cor preta com detalhes em cinza. Acompanha um copo medidor e uma espátula, ambos de plástico, além de um cesto metálico para cozimento a vapor. A tampa, de vidro, permite observar o alimento enquanto cozinha (e até tremula levemente, soltando vapor pelo buraquinho no vidro, durante o cozimento). Com 500 W de potência e voltagem de 127V/ 220V, a máquina tem duas funções: cozinhar e manter aquecido.

Ao abrir a caixa, surpresa: no breve manual de instruções, não havia nenhuma explicação sobre o preparo de risotos. Havia, sim, apenas algumas indicações sobre a quantidade de arroz branco a ser colocada na máquina em relação à de líquido, e outro punhado de informações sobre como cozinhar legumes no vapor. E só.

Começaram a surgir as dúvidas: poderia fazer um refogado e colocar o arroz em seguida, como numa receita básica feita no fogão? Seria possível colocar algum outro tipo de líquido, além da água, como vinho, caldo ou leite? E a dúvida das dúvidas: será que a máquina realmente permitiria o preparo de risoto, sem grudar e deixando o arroz macio e cremoso como deve ser? O nome, “risoteria”, sugere que a máquina seja usada para isso. Mas, na prática, a Risoteria Express mostrou-se muito semelhante a uma panela elétrica japonesa para cozimento de arroz sem tempero, típico da culinária do Japão. E a ausência de um livro de receitas também gerou frustração, pois fora as dicas de preparo do arroz comum, não havia sugestões do que se pode fazer ou não na maquininha.

Na dúvida, optei por testar dois métodos de preparo: arroz branco, (polido, tipo agulhinha), e legumes no vapor (cenoura e abobrinha). Usei dois copos-medida de arroz branco, previamente lavado, e medi a água de acordo com a marcação escrita no interior da panela. Como não sabia se o refogado funcionaria, preparei meu arroz “light”: apenas com água e um nadinha de sal. Em 30 minutos, obtive uma panela de arroz bem cozido, ligeiramente grudado, mas saboroso.

Parti em seguida para o cozimento de legumes: cortei cenouras e abobrinhas em palitos e arrumei tudo no cesto de cozimento a vapor. Calculei a água de acordo com as instruções do manual e, em 15 minutos, obtive legumes cozidos num bom ponto, nem moles e nem duros demais. Aqui, achei a função interessante, mas não me empolguei: poderia fazer o mesmo no fogão a gás com a ajuda de uma panelinha com suporte para vapor.

Até então, a função de cozinhar e aquecer arroz me pareceu mais interessante, especialmente para os dias em que temos pressa e queremos deixar algo adiantado, já pronto para servir.

Mas o nome da máquina continuou a me intrigar, e resolvi fazer um último teste, preparando um risoto italiano, com arroz arbório. Coloquei 2 medidas de arroz arbório e a medida equivalente de caldo de frango previamente temperado. Não usei vinho branco, como seria comum numa receita de risoto, porque o minimanual pede para evitar o uso de ingredientes ácidos como o vinagre, que poderia danificar o revestimento da panela. Sendo vinho branco também ácido, achei melhor evitar.

Caldo temperado e arroz colocados na panela, acionei o botão de cozimento. E, em 20 minutos, obtive um arroz bem cozido, mas totalmente diferente do risoto cremoso ao qual estamos acostumados… Os grãos continuaram inteiros, macios, mas sem a cremosidade necessária a um risoto de verdade.

PONTO FORTE: arroz e legumes cozidos ficam prontos rapidamente, sem exigir grandes elaborações. A função “manter aquecido” é prática para deixar a comida sempre pronta para servir.

PONTO FRACO: não se sabe exatamente qual o potencial da máquina, já que o manual sugere apenas o preparo de arroz (sem deixar claro se é possível adicionar temperos como óleo, cebola e alho) e legumes no vapor. Receitas mais elaboradas, como risoto, não funcionam, pois o arroz não consegue desenvolver todo o seu amido. Um livro de receitas ajudaria a explorar melhor o potencial da panela.

PREÇO SUGERIDO: R$ 119,99

INFORMAÇÕES: www.arno.com.br