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As apostas para os melhores do mundo

Alex Atala, na espectativa da premiação do ano passado

Por Suzana Barelli

Alex Atala embarcou ontem para Londres. O mais premiado chef brasileiro viajou para participar da cerimônia de entrega dos prêmios do World’s 50 Best Restaurant, que acontece na próxima segunda-feira na cidade. Promovido há dez anos pela revista inglesa Restaurant, a premiação se consolidou como uma das mais importantes do setor, revela tendências gastronômicas e torna impossível conseguir uma reserva nas casas melhores colocadas em seu ranking. Nos dois últimos anos, o dinamarquês Noma ocupou o primeiro lugar.

O D.O.M., de Atala, ocupa o 7º. lugar na relação dos melhores do mundo de 2011. O chef sabe que seu restaurante estará novamente entre os 50 e que deve, também novamente, ser o único brasileiro nesta seleta lista. Pelo menos outros dois chefs brasileiros já receberam a informação de que estão entre os 50 e os 100 melhores.

Neste ano, a previsão é que mais restaurantes sul-americanos (leia-se peruanos) subam no ranking. O nosso vizinho tem feito um importante trabalho de promoção de sua cozinha andina. E, neste trabalho, conta com o apoio de Ferran Adrià, o badalado chef catalão, que revolucionou a cozinha de seu país à frente do El Bulli. Fechado no ano passado, o próprio El Bulli foi eleito o melhor do mundo por quatro anos consecutivos (de 2006 a 2009).

Mas tudo são hipóteses. A Restaurant guarda a relação dos premiados fechada a sete-chaves e promete revelá-la apenas na noite da premiação. A aposta da Menu é que o D.O.M. suba para a quinta posição e que o espanhol El Celler Can Roca seja o melhor do mundo (a casa está em segundo lugar). Mas isso, vale frisar, é apenas uma aposta. A conferir.