Bebida

Seis espumantes para brindar a chegada de 2013

Maria Valduga Brut 2006

Por Suzana Barelli

O epocar da rolha é uma das marcas do Réveillon. Abrir uma garrafa de vinho espumante, ao ouvir o relógio bater meia-noite, é uma forma de desejar boas-vindas ao ano que chega. E opções de rótulos não faltam para brindar a chegada de 2013, dado que a oferta de bons vinhos espumantes – dos clássicos champanhes às modernas borbulhas do países do Novo Mundo – parece não parar de crescer no mercado brasileiro.

Nas centenas de rótulos disponíveis por aqui, escolhi seis. Quatro deles foram espumantes que degustei para fazer o ranking dos 60 espumantes do ano para a edição de Natal da revista Menu, e que, particularmente, gostei muito – detalhes de como foi montada e realizada esta degustação podem ser conferidos no vídeo (clique aqui).

Evidence, da Salton

Dois destes espumantes são brasileiros, elaborados no Rio Grande do Sul, numa prova de que há muita qualidade a ser descoberta por aqui. Um é o Maria Valduga Brut 2006, da Casa Valduga (R$ 137,28, preço sugerido no mercado paulistano). É o rótulo premium desta vinícola, que foi uma das pioneiras a elaborar espumantes de qualidade. Mescla de 80% de chardonnay com 20% de pinot noir, ele traz a complexidade de uma bebida que fica muito tempo (no caso 48 meses) em contato com a levedura, com bom equilíbrio nos aromas. O segundo é o Evidence, da também gaúcha Salton. Na taça, a impressão é que este espumante cresceu de qualidade desde a última vez que eu tinha degustado, e alia um bom frescor com um pouco mais de complexidade. Custa R$ 69,90, também o preço sugerido no mercado paulistano.

Louis Roederer Premier

Nos outros dois destaques desta degustação, cito o Louis Roederer Premier, o brut da casa famosa pelo seu champanhe Cristal (R$ 255, na importadora Franco-Suissa). É um belo champanhe para quem procura um autêntico francês para o brinde de final de ano. A complexidade da bebida vem, também, de uma pequena porcentagem de seu vinho base, que passa por barricas de carvalho. O outro destaque é o cava L’Hereu de Raventós I Blanc Reserva Brut 2008 – aliás, este foi a minha maior surpresa nesta degustação às cegas. Na taça, sabia que não era um champanhe, mas confesso que apostei que era um franciacorta, tamanho a sua complexidade. E, com o rótulo revelado, fiquei feliz por ser de uma vinícola espanhola que, em 2012, decidiu sair da denominação cava, por avaliar que muitos dos seus pares atualmente se preocupam mais com o título (cava) do que com a qualidade. O espumante custa R$ 95, na Decanter.

L’Hereu de Raventós I Blanc Reserva Brut 2008

Os outros dois destaques foram degustados ao longo do ano. Primeiro é o champanhe Cave Geisse Philippe Dumont, elaborado na nobre região francesa por Mario Geisse, o chileno com alma brasileira. Acho bem interessante ver uma referência nas borbulhas brasileiras elaborar uma bebida de qualidade no berço dos vinhos espumantes. Custa R$ 240, na Cave Geisse.

O último destaque foi o champanhe Cuvée William Deutz 1998, um dos champanhes safrados servidos durante a entronização do capítulo brasileiro da Ordre des Coteaux de Champagne (e do qual eu tive a honra de ter sido uma das confrades). Um belo representante de como os champanhes envelhecidos podem ser complexos e, ao mesmo tempo, de um frescor e mineralidade únicos (R$ 520, na Casa Flora).