Bebida

Teste seus conhecimentos sobre o espumante brasileiro

Foto: Sheila Oliveira/Empório Fotográfico

Por Suzana Barelli

A edição de aniversário da Menu traz uma degustação às cegas de 15 espumantes nacionais. Aproveite o quiz abaixo para saber se é um expert no assunto.

1 – A história do espumante brasileiro começa:

a) com a vinícola Salton, inaugurada em 1910

b) com a vinícola de Armando Peterlongo, em 1913

c) com a chegada da Chandon ao Brasil na década de 1970

2 – A primeira vinícola a elaborar espumantes brasileiros pelo método charmat (com segunda fermentação em tanques) foi:

a) George Aubert

b) Chandon

c) Salton

3 – Na comparação com os vinhos tranquilos, são características de um vinho-base, que depois segue para a segunda fermentação

a) baixa acidez e mesma graduação alcoólica

b) alta acidez e menor graduação alcoólica

c) alta acidez e alta graduação alcoólica

4 – São regiões com denominações específicas para o espumante brasileiro:

a) Vale dos Vinhedos e Garibaldi têm DOs (denominação de origem)

b) Vale dos Vinhedos é uma DO e Garibaldi é IP (Indicação de Procedência)

c) Vale dos Vinhedos é uma DO e Pinto Bandeira, uma IP

5 – A chardonnay e a pinot noir começaram a ser usadas no espumante brasileiro:

a) com o filme Sideways, que destaca a pinot noir

b) com a chegada das multinacionais de bebida, na década de 1970

c) estas uvas sempre foram plantadas na Serra Gaúcha, desde os primeiros imigrantes italianos

6 – O mercado brasileiro de espumantes é liderado por cinco empresas, que têm 80% de participação. São elas:

a) Salton, Cave Geisse, Miolo, Adolfo Lona e Valduga

b) Salton, Chandon, Valduga, Perini e Miolo

c) Salton, Chandon, Aurora, Casa Valduga e Miolo

7 – Sobre a produção mundial de borbulhas:

a) Champanhe é o líder, com 16% do mercado; e o Brasil tem 1% de participação

b) Os proseccos são o líder, com 24% do mercado, seguido pelos champanhes

c) Cava e prosecco disputam o primeiro lugar, com 20% de mercado cada

8 Ao aderir à Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) em 1995, o Brasil:

a) não pode usar as expressões champagne e cognac em seus rótulos

está autorizado a exportar espumantes

b) pode inscrever seus vinhos em concursos, o que explica porque só c) recentemente nossos vinhos vem ganhando medalhas

Fonte: Promoção do Espumante Brasileiro no Mercado Nacional e Internacional, de Andrea Milan; Borbulhas, tudo sobre champanhe e espumantes, de Aguinaldo Záckia; www.peterlongo.com.br

Respostas

1 – B – A Salton é uma das vinícolas mais antigas do Brasil, mas a primeira a elaborar espumantes, então chamado de champanhe, foi Armando Peterlongo, que migrou para o Brasil em 1875 e fazia seu espumante pelo método tradicional.

2 A – A George Aubert, fundada na década de 1940, por imigrantes franceses. Na época, os tanques eram importados da França porque o Brasil não tinha a tecnologia para elaborar estes tanques que resistem à pressão.

3 – B – Como ainda vai passer por uma segunda fermentação, em garrafa ou em tanques, o espumante deve ter maior acidez e também menor graduação alcoólica

4 – C – O Vale dos Vinhedos é a primeira região brasileira a ser certificada como uma denominação de origem para vinhos e espumantes. E Pinto Bandeira tem uma indicação de procedênica para espumantes, que é uma etapa anterior a DO

5 – B – Até a década de 1970, as uvas utilizadas para os espumantes eram, principalmente a trebbiano, a peverela e o riesling itálico. A Chandon, que se instalou na Serra gaúcha no começo dos anos 1970, incentivou o plantio das variedades chardonnay e pinot noir, que são as uvas base dos champanhes.

6 – C – As vinícolas Salton, Moet Hennessy do Brasil (Chandon), Cooperativa Vinicola Aurora, Miolo Wine Group (Almadén e Fazenda Ouro Verde com marca a Terra Nova) e Casa Valduga representam 80% do market share da comercialização de espumantes brasileiros

7 – A – Segundo dados da OIV sobre a comercialização mundial de espumantes, em 2011, o Champanhe representava 16% do mercado mundial, cava, 7% e Brasil, 1%

8 – A – Uma das obrigações dos membros da OIV é respeitar as regras das denominações de origem dos demais países.