Comidas

A comemoração de Alex Atala

O chef brasileiro foi o melhor da América Latina no 50 Best

Por Suzana Barelli

O chef Alex Atala, do paulistano D.O.M. decidiu na última sexta-feira não ir para Londres acompanhar a premiação do 50 Best, o badalado prêmio da revista inglesa Restaurant, que elege os 50 melhores restaurantes do mundo. Seu vôo estava marcado para o dia seguinte, sábado, e ontem, segunda-feira, o chef deveria estar no palco do Guildhall, junto com seus pares, para receber seu prêmio. “Precisava passar com a minha equipe. Eles merecem isso”, disse Atala, na noite de ontem.

Assim, Atala soube no Brasil que ganhou o prêmio especial “Escolha dos Chefs”, que conta apenas os votos dados pelos chefs nesta eleição. A relação dos vencedores é formada com os votos de chefs, jornalistas e demais formadores de opinião. Entre os restaurantes, o D.O.M. ficou em sétimo lugar na lista de 2014 – no ano passado, foi o sexto. Desde que entrou na relação do 50 Best, há oito edições, o restaurante de Atala ocupou do 50o. ao 4o lugar, conforme o ano.

Passar com a equipe significa também brindar com a equipe. No final da noite de ontem, quando os clientes já tinham deixado o restaurante, Alex Atala sabrou um champanhe Barons de Rothschild Blanc de Blancs no salão do D.O.M., seguido de muitos aplausos de seu time de cozinheiros, profissionais do salão e demais funcionários da casa. O chef abriu também uma imperial (garrafa de seis litros) do champanhe Taittinger, que só não foi sabrada porque a rolha decidiu sair quase sozinha.

Sabrar um champanhe é para poucos. Com uma espada (no caso do chef, com uma faca) é preciso bater com precisão no gargalo da garrafa, quebrando a sua ponta, sem partir a garrafa. Mas o prêmio do 50 Best também é para poucos.