Bebida

O interesse crescente pelos vinhos espanhóis

Por Suzana Barelli

Benjamín Romeo, da ícone Bodega Contador, que conseguiu nota máxima de Robert Parker em dois anos seguidos (foto: Carlos Villalba/Ag. IstoÉ)

A cada final de semestre, o consultor Adão Morellatto divulga um balanço sobre a importação de vinhos no Brasil. Mostra quais países estão exportando mais vinhos para cá – o Chile está sempre na liderança –, e aponta algumas tendências. Nos últimos dois anos, Morellatto vem chamando a atenção para a Espanha. É o país europeu com maior área plantada de vinhedos (as vinhas, cultivadas em pequenas árvores espaçadas, explica a maior extensão), que enfrentou uma grave crise econômica (o que significa menos consumidores no mercado interno para tomarem seus vinhos e a necessidade de exportar) e que tem feito sucesso mundial com a sua gastronomia, o que pode pedir vinhos locais para harmonizar.

O sucesso da Espanha chegou agora ao portfólio da Premium Wines. A importadora mineira, que nasceu pequena, focada na Nova Zelândia, está trazendo brancos e tintos de oito vinícolas espanholas. A primeira, e mais famosa, é a Bodega Contador, de Benjamín Romeo, que conseguiu 100 pontos de Robert Parker (o mais badalado crítico de vinhos) em duas safras seguidas, a 2004 e a 2005. “Estamos trazendo vinhos de Rioja, de Ribera del Duero e de Rueda, que são os vinhos que a gente gosta”, resume Orlando Rodrigues, que junto com Rodrigo Fonseca, é sócio da importadora.

Nesta seleção, há vinhos interessantes em várias faixas de preço. O Finca Valdeguinea Blanco 2013, elaborado apenas com a uva viura, conquista com suas notas florais, de frutas secas, com bom frescor (R$ 70,94). O Vins del Massis 2012, um blend de 54% de xarel.lo (a uva dos cavas) e 46% de garnacha blanca surpreende pelas suas notas minerais (R$ 104,75). Outro destaque é o Aldonia 100, um rioja da safra de 2011. Apenas garnacha dá origem a este tinto, de aromas frutados e taninos finos, por R$ 185,84. O representante de Benjamín Romeo nesta degustação foi o tinto Carmen Hilera Grande Reserva 2007, um corte de tempranillo (82%), garnacha (10%), graciano (4%) e mazuelo (4%), de cor rubi bem escura, aromas complexos, de frutas vermelhas, algo de couro, com taninos finos, equilibrados e persistentes. Mas todos estes elogios têm o seu preço: R$ 878,51. Conheça o site da importadora.