Bebida

Degustando o crochet, enquanto espero o dia 15 de dezembro

Rótulo do Crochet Tinto. O vinho é produzido com as uvas touriga franca e touriga nacional (foto: divulgação)

 

Rótulo do Crochet Tinto. O vinho é produzido com as uvas touriga franca e touriga nacional (foto: divulgação)

Por Suzana Barelli

As enólogas Sandra Tavares da Silva e Susana Esteban fazem uma dupla e tanto. As duas são amigas desde o início do ano 2000, quando Sandra trabalhava na Quinta Dona Maria e Susana, na Quinta do Crasto, no Douro. As duas vinícolas integram o grupo apelidado de Douro Boys, no qual os enólogos e proprietários trocam informações sinceras sobre os seus vinhos, desde a maneira como elaboram, a evolução em barricas, entre outras, além de degustarem muitos vinhos juntos.

Em 2007, Susana mudou-se para Lisboa e começou a elaborar vinhos do Alentejo. Sandra continuou se dividindo entre o Douro e Lisboa, onde fica a vinícola de sua família. E as duas começaram a pensar em elaborar um vinho juntas. Na safra de 2012, esta ideia virou realidade, com o Crochet Tinto, um corte de touriga franca (60%) e touriga nacional, que está chegando ao Brasil, comercializado por R$ 309,60, na Adega Alentejana.

Há tempos que quero provar o vinho. De cor rubi bem intensa, traz notas de frutas vermelhas, maduras, com um leve floral e um toque de tostado. No paladar, apresenta taninos macios e presentes, no que poderia ser definido como um vinho feminino. Para finalizar, o seu rótulo traz pequenos relevos, lembrando mesmo um crochê, na criação da designer Rita Rivotti. Foi o destaque do evento de Vinhos do Douro e do Porto no Brasil, realizado no final de novembro em São Paulo.

Depois do Croquet, as duas amigas também começaram a elaborar um novo tinto, agora no Alentejo, na vinícola que Susana montou por lá. O vinho foi batizado de Tricot e teve sua primeira safra em 2014.

No mesmo evento dos vinhos portugueses, Manuel Chicau, o dono da Adega Alentejana, contou que está previsto para o dia 15 de dezembro a chegada do Procura e do Aventura às lojas brasileiras. São os dois vinhos pessoais de Susana, que hoje elabora vinhos para outras vinícolas, sempre no Alentejo. O Procura é um antigo sonho da enóloga que depois de muito procurar um vinhedo (daí o nome do vinho) conseguiu encontrar pequenas parcelas de vinhas antigas, uma próxima de Évora e outra em Portoalegre. Em sua primeira safra, em 2011, o vinho esteve entre os melhores de Portugal, pelo crítico João Paulo Martins, pela Revista de Vinhos e pela Wine.

O Aventura é um tinto sem passagem por barricas de madeira e focado no frescor. No ano passado, Susana também elaborou o Procura branco, de uma vinha de mais de 80 anos, e o Aventura branco. O Procura e o Aventura chegaram a ser comercializados pela importadora Vila de Arouca, mas agora passam a integrar o portfólio da Adega Alentejana. O Aventura será vendido por R$ 130, e o Procura, tanto o branco como o tinto, por R$ 292,20. A importadora de Manuel Chicau também traz para o Brasil os vinhos de Sandra Tavares. São eles os rótulos da vinícola Pintas, que é um projeto em parceria com o seu marido, Jorge Seródio Borges, no Douro, e os da Chocapalha, que pertence a sua família, em Lisboa.

No mesmo evento dos vinhos portugueses, Manuel Chicau, o dono da Adega Alentejana, contou que está previsto para o dia 15 de dezembro a chegada do Procura e do Aventura às lojas brasileiras