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Rastreando alimentos

Da redação da Menu

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou uma campanha para mostrar aos consumidores a importância de saber a origem dos alimentos que vão à mesa. Batizada de “De onde vem?”, a campanha explica a origem de alguns produtos e como funciona o sistema que permite rastrear a origem dos alimentos e todas as suas etapas de processamento até que cheguem ao consumidor. Agora em janeiro, serão veiculadas peças com os produtos mais consumidos durante o verão.

O Idec ressalta que ainda não há regulamentação sobre a rastreabilidade de alimentos no Brasil, ao contrário do que acontece em outros países. Algumas redes de supermercados têm programas próprios, mas as informações ainda são insuficientes, segundo o instituto. No caso dos produtos vendidos a granel, por exemplo, apenas 0,06% apresentam informações de origem. Esse índice é bem maior no caso dos alimentos embalados (42,6%). Os orgânicos são os produtos com melhor índice de rastreabilidade: 56,5% podem ter toda sua origem identificada.

“O ideal seria que houvesse algumas informações como o produto e variedade, o produtor e o centro de distribuição, endereço, data de produção, lote e se houve uso ou não de agrotóxicos”, explica Renata Amaral, pesquisadora do instituto. Para ela, ao ter mais informações, supermercados e consumidores podem descobrir com mais rapidez em que ponto do processamento do alimento houve algum problema e até fazer processos de recall em casos de violação sanitária.

Existem diversos benefícios na rastreabilidade, como a valorização dos alimentos orgânicos e agroecológicos, o respeito à produção socialmente justa e a possibilidade de escolher alimentos elaborados próximos do consumidor, ou seja, com menos emissões de carbono para a distribuição. “Além disso, saber de onde vem o alimento e por onde ele passou permite identificar os responsáveis por problemas da cadeia de fornecimento de alimentos, além de dar agilidade aos processos de recall quando há alguma violação sanitária”, reitera Renata. Para mais informações, visite o site www.idec.org.br/especial/de-onde-vem