Bebida

Degustamos as cervejas belgas Strong Golden Ale e Strong Dark Ale. Confira o resultado

Complexidade e teor alcoólico elevado são marca registrada dos estilos belgas, que estão em cartaz no EAP (fotos: Sheila Oliveira/ Empório Fotográfico)

 

por Pedro Marques 

Entender a variedade de cervejas feitas na Bélgica é um exercício e tanto. Ao contrário de países como Alemanha e Inglaterra, conhecidos por alguns estilos particulares (Pilsen, no caso alemão; Ales, no caso inglês), os belgas têm a justa fama de abusarem da criatividade para produzir suas fermentadas. E com isso há geladas de todos os tipos, das mais ácidas até as mais doces. Dois estilos, porém, se destacam nas prateleiras: as Strong Golden Ale e as Strong Dark Ale. Os nomes em inglês dão as pistas: são cervejas fortes, douradas ou escuras. Mas essa é só uma parte da história.

As fermentadas do tipo Strong Golden Ale nasceram depois da Segunda Guerra Mundial, como uma resposta ao crescimento da popularidade das cervejas Pilsen pelo mundo. A cervejaria Moortgat foi a primeira a criar esse tipo de cerveja, a Duvel, com aromas e sabores frutados (banana, pera, maçã), amargor pronunciado e alto teor alcoólico. O nome Duvel, aliás, quer dizer “diabo” no idioma flamengo e serve de aviso a quem acha que uma gelada clara é mais “fraca”. Essa fermentada agradou tanto que outras cervejarias copiaram a fórmula, o que ajudou a popularizar o estilo.

As Strong Dark Ale, por outro lado, existem há mais tempo – várias delas são produzidas por monges tanto de abadias “normais” quanto por religiosos das ordens trapistas. São complexas, com aromas e sabores de pão torrado, de caramelo e de frutas escuras passas. Também são perigosas: o forte teor alcoólico muitas vezes é imperceptível no paladar, o que pode levar a bebedeiras memoráveis.

Depois dessas explicações, você pode se perguntar: “Tudo bem, mas o que elas têm de fato em comum?” Tirando o álcool elevado e a popularidade, pouca coisa, além de serem produzidas apenas com malte, lúpulo, levedura e água. E é por essas e outras que entender as cervejas belgas é complicado. Melhor mesmo é colocar uma delas no copo e descobrir seus aromas e sabores.

Foi o que fizeram as sommelières Carolina Oda, da Cia. Tradicional de Comércio, Giuliana Ferreira, da Casa Flora; César Adames, jornalista especializado em bebidas; René Aduan Jr., professor da Academia Barbante de Cerveja; Roberto Fonseca, colunista da Menu; e o jornalista Pedro Marques, da equipe da revista. Todas as garrafas foram compradas pela revista e a degustação foi feita às cegas na unidade de Pinheiros da churrascaria NB Steak.

MENU 200 - CERVEJA DEGUSTAÇÃO
MENU 200 - CERVEJA DEGUSTAÇÃO

NB Steak

 

 

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