Cultura

Erick Jacquin, do MasterChef, quase foi Gordon Ramsay na TV

As selfies ao lado dos fãs do MasterChef passaram a fazer parte do seu dia a dia (foto: João Castellano/Agência IstoÉ)

por Cintia Oliveira

Na última terça (15), estreou na Band a terceira temporada do MasterChef Brasil, reality show culinário no qual candidatos amadores exibem suas habilidades na cozinha. E só por esse primeiro episódio, o chef francês Erick Jacquin já deu provas o suficiente de que segue como um dos jurados mais temidos pelos candidatos (e mais amados pelo público!) graças a comentários ácidos como “você veio aqui para tirar sarro?” ou “esse prato parece material de construção.”

Mas o que pouca gente sabe é que, por pouco, ele não se tornou uma versão brasileira do chef e apresentador britânico Gordon Ramsay. “Antes do MasterChef, me procuraram para fazer um teste em outra emissora para um programa na linha daquele que conserta restaurantes”, conta ele, referindo-se ao Kitchen Nightmares (exibido pelo canal pago Fox Life). Na época, o seu português afrancesado não agradou muito aos produtores. Mal sabia ele que, tempos depois, faria sucesso na tevê aberta na companhia da apresentadora Ana Paula Padrão e dos chefs Henrique Fogaça (Sal Gastronomia, Cão Veio e Jamile) e Paola Carosella (Arturito e La Guapa).

Com o programa veio a fama, outrora restrita ao métier gastronômico. Seja nas ruas ou nos salões dos restaurantes para os quais presta consultoria (os paulistanos Le Bife e Tartar&Co), Jacquin é abordado para tirar fotos.  E a pose é sempre a mesma: num milésimo de segundo, Jacquin aspira as bochechas e projeta seus lábios para frente como se fosse dar um beijo no ar. “É para parecer mais magro”, brinca ele.

Uma de suas marcas registradas são algumas expressões, como “tômpero” que, de palavra mal pronunciada, se transformou numa linha de tempe… quer dizer, “tômperos”, recém-lançada pela Latinex.

Duas temporadas e uma versão infantil do Masterchef Brasil depois, Jacquin acredita que mais do que audiência, o programa ajudou a divulgar a cozinha. “O MasterChef trouxe um aspecto cultural muito importante ao público e o incentivou a ir para a cozinha”, observa ele. A prova disso estão nas 25 mil inscrições recebidas pela produção para a temporada 2016.