Cultura

Willem Dafoe se considera um foodie

"Eu viajo muito e sempre costumo conhecer os restaurantes famosos do local. Eu até me considero um pouco foodie", diz o ator, em entrevista exclusiva para a Menu (foto: divulgação)

por Cintia Oliveira*

Conhecido por filmes como Paciente Inglês (1996) e Anticristo (2009), o ator norte-americano Willem Dafoe estreou no cinema brasileiro recentemente com o filme Meu Amigo Hindu. No longa, dirigido por Hector Babenco (falecido neste mês), ele interpreta Diego, um cineasta que descobre um câncer que o deixa à beira da morte. Para se preparar para o papel, Dafoe teve de seguir uma dieta restrita, o que o impediu de provar muitas iguarias da cozinha brasileira durante as gravações no País. “Mas consegui experimentar deliciosas frutas, como caju e jaca. E também adorei castanha de baru e alguns peixes de rio.” Confira a seguir outras predileções de Dafoe à mesa.

Quando viaja, você costuma pesquisar restaurantes locais? Quais são suas experiências inesquecíveis à mesa?
Eu viajo muito e sempre costumo conhecer os restaurantes famosos do local. Eu até me considero um pouco foodie por isso. Estive no Noma, em Copenhague, e no Arzak, em San Sebastián, e em ambos eu fiz refeições memoráveis. Adoro cozinha italiana, mas acho que, provavelmente, o Japão foi o país onde comi melhor.

E você costuma cozinhar em casa?
Minha esposa Giada (a atriz e diretora italiana Giada Colagrande) tem me ensinado a preparar receitas italianas, como espaguete com pimenta calabresa e chicória. Agora eu faço praticamente todas as compras no mercado, algo que adoro, e cozinho em casa. Ela está me fazendo ser seu cozinheiro particular! Faço receitas simples, muitas delas vegetarianas, algumas massas, peixes e frutos do mar. Mas sem laticínios.

Vários filmes sobre gastronomia vêm sendo produzidos ultimamente. Sendo um ator versátil, você interpretaria um chef?
Sei que existem bons filmes sobre comida e muitos programas de TV sobre o assunto, mas, particularmente, não me interesso tanto por isso. Comida é para ser comida. Quanto a interpretar um chef: nunca diga nunca.

* Entrevista publicada na edição 204