Bebida

Madame Clicquot, a primeira dama do champanhe

Jovem e viúva, Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin fez história ao revolucionar o mercado de espumantes franceses em pleno século 19 (imagem: reprodução)

por Suzana Barelli

A imagem de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, estampada nas tampas que fecham as garrafas de champanhe, é clássica no mundo do vinho. É um reconhecimento do trabalho de Barbe-Nicole, que ficou viúva aos 27, e trouxe muitas revoluções na maneira de elaborar e vender os espumantes franceses, isso no início do século 19.

A mais conhecida de suas invenções é a mesa de remuage, uma das técnicas que revolucionou a maneira de elaborar este espumante e é utilizada até hoje. Barbe-Nicole criou uma mesa, hoje chamada de pupitre, que permite que, como movimentos circulares na garrafa, os sedimentos da segunda fermentação desçam para o topo da garrafa inclinada e sejam retirados. Isso foi em 1816 e tornou os champanhes mais claros, sem sedimentos.

Mas seis anos antes, em 1810, ela já tinha feito o primeiro champanhe vintage (elaborado com uvas de uma única safra) registrado na região. Dois anos depois, em 1818, ela criou o primeiro champanhe rosado, ao misturar vinhos tintos da propriedade na bebida.

Do lado comercial, é conhecida a história da venda de seu champanhe para a Rússia, inclusive durante as guerras Napoleônicas. O rótulo laranja é, inclusive, uma homenagem ao czar, já que esta era a sua cor oficial. Há um livro bem interessante que conta a sua história e traz o início da saga deste que é um dos champanhes mais vendidos no mundo (é líder de mercado no Brasil, por exemplo). Escrito por Tila J.Mazzeo, o livro A Viúva Clicquot, lançado pela editora Rocco.