Bebida

Fabiana Bracco é uma embaixadora do vinho uruguaio

Na vinícola da família, Fabiana Bracco se envolve em todas as etapas: desde a elaboração até a venda dos rótulos (foto: divulgação)

por Suzana Barelli

Há quem diga que é a simpatia; outros que é a desenvoltura em seis idiomas. Há aqueles, ainda, que acreditam que é o seu conhecimento do mercado de vinhos e, outros, que são a qualidade dos seus tintos. Eu acho que são todas estas as razões que, juntas, ligam Fabiana Bracco aos vinhos uruguaios de qualidade.

O capítulo mais recente desta história começou em 2016, quando ela assumiu a vinícola da família. Ainda muito sentida com a morte do seu pai, que havia fundado a Bracco Bosca em 2005, ela tinha a opção de ficar com a vinícola ou vendê-la e interromper a saga vínica da família, que começou quando seus bisavôs italianos Mirtha Bosca e Darwin Bracco migraram do Piemonte para o Uruguai e, claro, cultivaram uvas.

A decisão fez Fabiana, formada em relações internacionais e com especialização em marketing, mudar de papel no mundo do vinho. Até então, ela trabalhava na área de marketing e exportação de vinícolas, principalmente uruguaias. Ainda hoje, ela dá consultoria para a Narbona, mas já trabalhou com a Anima Negra, na Espanha, em principalmente na Pisano. Foi, alias, a vinícola dos três irmãos Pisano que a levou aos vinhos – na época a sua maior experiência foi ser rainha da vindima quando mais jovem. Nesta vinícola uruguaia, Fabiana começou como gerente de exportação e conseguiu colocar os brancos e tintos dos Pisano em 45 países.

Na vinícola de sua família, a irrequieta Fabiana faz de tudo, de ajudar a colar etiquetas no vinho, até vendê-lo, e dá os seus palpites na elaboração – o enólogo é o Marcelo Laitano, e os vinhedos são cuidados por Enrique Sartore, seu primo. Foi de Fabiana a ideia de partir para os vinhos premiuns (com seu pai, a vinícola focava em vinhos de mesa) e sua primeira ação, quando assumiu, foi mudar os tanques. Com dois anos desta nova história, ela já colhe os frutos. A pequena produção de 25 mil garrafas na última safra já é exportada para dez países, Brasil, inclusive, importado pela Domno. O seu Ombú Cabernet Franc foi eleito no ano passado o vinho revelação do Uruguai, pelo guia Descorchados e recebeu 92 pontos do sommelier Andreas Larson.