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Insetos comestíveis são alternativa para combater aquecimento global

obremesa do D.O.M. une abacaxi com formiga amazônica. Crédito: Divulgação/Restaurante D.O.M.
obremesa do D.O.M. une abacaxi com formiga amazônica. Crédito: Divulgação/Restaurante D.O.M.

obremesa do D.O.M. une abacaxi com formiga amazônica. Crédito: Divulgação/Restaurante D.O.M.

Sobremesa do D.O.M. une abacaxi com formiga amazônica. Crédito: Divulgação/Restaurante D.O.M. 

Da redação da Menu

A preocupação com o meio ambiente e o aquecimento global resultou numa procura maior por alternativas de produção de alimentos que não causem dano ao planeta, já que a produção dos mesmos corresponde a cerca de 1/4 da emissão de gases do efeito estufa relacionada a humanos. Uma alternativa apontada para este quadro é substituir o consumo de carne por insetos comestíveis.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o consumo de larvas e outros seres motivo de repulsa, também pode ser uma solução para a escassez global de alimentos. Mas segundo uma pesquisa feita na Suíça e Alemanha, pode ter descoberto o que leva as pessoas a degustarem insetos: não basta ser benevolente, tem que ser saboroso.

O estudo teve a participação de 180 pessoas, que experimentaram uma trufa de chocolate recheada com larvas. Antes de provarem a iguaria, metade do grupo recebeu um panfleto dizendo que comer insetos seria bom para eles e o meio ambiente e a outra metade foi informada que os insetos eram deliciosos ou modernos.

Pelo menos 62% dos que receberam as indicações benéficas à saúde ou meio ambiente comeram a trufa, já 76% comeram a trufa ao saberem que representa bom gosto ou os deixaria modernos. E este último grupo classificou a trufa como mais saborosa. De acordo com os pesquisadores, ações baseadas em emoções são mais maleáveis do que aquelas com base em considerações racionais.

No Brasil, o chef Alex Atala, do restaurante D.O.M. tem entre os pratos servidos no restaurante apresentou um prato que consiste numa formiga amazônica crua em cima de um cubo de abacaxi.  Estudioso da comida amazônica brasileira, Atala descobriu as formigas quando viajou para São Gabriel das Cachoeiras, região remota do Amazonas. Não basta ser ecologicamente correto, tem que ser agradável ao paladar.