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A falsificação do vinho Tignanello

Pelo menos 11 mil garrafas do vinho foram falsificadas (Foto: Reprodução/iStock)

Por Suzana Barelli

Pelo menos 11 mil garrafas do Tignanello, um dos grandes vinhos italianos, foram falsificadas e três suspeitos foram presos na semana passada, em Parma, Itália. A informação é da revista norte-americana Wine Spectator. Segundo a publicação, Alessia Antinori, vice-presidente da Marchesi Antinori, informou que as garrafas falsificadas foram rotuladas com as safras de 2009, 2010 e 2011. Os falsificadores, uma família de italianos, enviaram as garrafas, inicialmente, para destinos da própria Itália e também da Alemanha e da Bélgica.

O Tignanello é um dos vinhos premiuns da tradicional Marchesi Antinori, vinícola que está atualmente em sua 26ª geração. No Brasil, é comercializado pela Winebrands. Atualmente, a safra de 2015 está a venda no mercado brasileiro por R$ 1.319. Elaborado na região do Chianti, é um blend da uva italiana sangiovese com as variedades francesas cabernet sauvignon e cabernet franc. Por não utilizar apenas uvas autorizadas na região, como a sangiovese, o vinho não pode ser classificado como DOC ou DOCG. A sua qualidade, no entanto, criou uma classificação não oficial: os supertoscanos, ao lado de outros vinhos italianos bastante cultuados e produzidos nas proximidades de Florença.

A demanda pelo Tignanello faz do vinho um alvo cobiçado para os falsificadores. Cerca de dois anos atrás, houve a suspeita, não confirmada, de que garrafas falsificadas deste vinho estavam sendo vendidas no mercado brasileiro. Segundo Alessia Antinori informou para a revista norte-americana, desde 2013 a vinícola toma medidas extras para evitar a falsificação do vinho. Primeiro, começaram a colocar um logotipo em relevo na garrada e, desde 2016, uma pequena etiqueta nas garrafas permite atestar a autenticidade do vinho.