Coluna

Laos e Quênia em edição limitada

Grãos do Laos que dão origem ao novo café da Nespresso

Por Cristiana Couto

A nova edição limitada da Nespresso é uma boa oportunidade para conhecer cafés especiais de origens mais circunscritas. A série Explorations 1, com lançamento em 2 de maio, apresenta dois novos grãos, vindos de regiões específicas do Laos e do Quênia. Por conta dessa especificidade, os cafés Laos Bolaven Plateau e Kenya Peaberry ficarão disponíveis para venda por apenas quatro semanas, ao contrário das onze semanas geralmente calculadas pela empresa para outras edições limitadas. “Esses cafés são ainda mais raros, e num volume muitas vezes menor”, calcula Claudia Leite, gerente de cafés da Nespresso Brasil. O primeiro deles vem de um lugar nunca explorado pela Nespresso. Situada entre 1.100 e 1.350 m de altitude, a região do Planalto Bolaven, no sul de Laos, tem alto índice pluviométrico, umidade constante e solo vulcânico, o que confere características singulares aos grãos arábica. “O lugar é reconhecido pelas notas de cereal características que dá ao café”, explica Claudia. Já o café queniano é 100% composto de grãos moka (peaberry em inglês, daí o nome), um fruto menor, de formato mais arredondado, com apenas um grão, resultado de uma mutação do fruto (normalmente são dois por fruto).
O Kenya Peaberry, também um arábica, vem de quatro pequenas regiões próximas a Nairobi. “As altitudes de até 2.100 metros, o sol pleno e a sombra das nuvens promovem um amadurecimento lento do café que, bem trabalhado na torra, dá a ‘suculência’ tão apreciada nos cafés quenianos”, analisa ela. As duas novidades são vendidas juntas, em um “duo pack” (com 20 cápsulas), a R$ 120.

Mais um americano em Paris

O texto de David Leibovitz lembra muito o da crítica gastronômica Patricia Wells. Em seu novo livro, Minha Cozinha em Paris, o cozinheiro e blogueiro norte-americano traz receitas entremeadas de uma prosa de dar gosto. Assim como Wells, também americana e autora de vários livros de culinária, Leibovitz apaixonou-se pela cozinha francesa e decidiu viver no país. Boa parte das histórias vem do seu cotidiano à caça de ingredientes para cozinhar para amigos em sua pequena cozinha doméstica – o autor trabalhou por 13 anos no icônico Chez Panisse, em São Francisco (EUA), mas dedica-se, atualmente, a escrever sobre comida.
E, assim, discorre sobre a cultura parisiense, o seu jeito de comer ontem e hoje, enquanto introduz equipamentos, produtos, e oferece mais de 100 receitas bem detalhadas. Os pratos podem variar de sua interpretação da cozinha clássica – cassoulet, rilletes, suflês – a pratos bem locais e menos famosos, como a torta doce de queijo de cabra típica de Poitou-Charentes. Todas elas acompanhadas de uma boa prosa introdutória e fotos de dar água na boca.

Minha Cozinha em Paris: Receitas e Histórias – David Leibovitz – Zahar (360 págs.) – R$ 89,90