Coluna

Lima, a capital gastronômica da América Latina

Por Daniela Filomeno

Se o objetivo é ir a Lima para comer bem, prepare-se: a viagem requererá muito mais tempo do que se imagina, já que há centenas de opções irresistíveis. Não dá para falar na culinária peruana sem incluir os restaurantes Central, do chef Virgílio Martinez; Maido, hoje o número um da América Latina pela lista do 50 Best Restaurants; Osso Carniceria y Salumería, de Renzo Garibaldi; e Astrid y Gastón, do casal Gastón Acurio e Astrid Gutsche, que colocou o Peru no radar mundial. E não para por aí. La Mar, Malabar, Fiesta e Ámaz também têm seu destaque gastronômico. Por isso, não se desespere: mais de uma visita será necessária para desbravar os sabores da cidade. Aproveite as dicas a seguir para um bom começo.

Para acolher o paladar

 

Descontraído, pequeno e aconchegante, o Isolina Taberna Peruana (isolina.pe) oferece uma viagem pela autêntica culinária peruana, além do ceviche, no melhor estilo de comfort food. Novidade gastronômica em Lima, já está em entre os 50 melhores da América Latina (ocupa atualmente o 41º lugar). A decoração é simples e a comida vem em generosas porções para compartilhar, como o lomo saltado – carne, legumes salteados e batatas fritas, 55 soles (S/.), R$ 60 –, ou a batata recheada com carnemoída (S/. 28, R$ 30), saborosa e leve.

Quem não tem Central, vai de Mil

Conseguir uma reserva no Central, em Lima, é uma tarefa um tanto difícil, já que são apenas 20 disputados lugares. O que poucos sabem é que o chef Virgílio Martinez abriu em fevereiro sua nova casa, a mais de 4 mil metros acima do nível do mar, na região de Cusco. Com uma vista incrível dos Andes peruanos, ao lado das ruínas de Moray, o Mil (www.milcentro.pe) é um projeto que convida a degustar as altas altitudes, nas variadas espécies encontradas por ali: todos os ingredientes vêm de comunidades a menos de50 km de distância ou de produção própria, em uma volta do chef às suas origens. O menu degustação custa US$ 145 (R$ 522), cheio de surpresas, como carne de alpaca, cushuro (alga esférica) e sacha tomate (lembra o tomate cereja).

Mistura de culturas à mesa

O chef Rafael Osterling já foi advogado e considerou carreira diplomática antes de descobrir sua real vocação. O restaurante Rafael (rafaelosterling.pe) fica em uma linda casa art déco no bairro de Miraflores e é uma verdadeira celebração à diversidade da gastronomia peruana. Seu menu tem influências da culinária italiana, asiática e japonesa. Será difícil se contentar como uma opção, mas o nhoque de queijo de cabra e ricota (S/. 44, R$ 48) e o foie gras assado (S/. 78, R$ 86) são inesquecíveis.