Bebida

Por que a Salton é a marca número 1 do Brasil?

Mauricio Salton, diretor-presidente da vinícola (Foto: Divulgação/Eduardo Benini)

Pesquisa da inglesa Wine Intelligence aponta que a vinícola é a marca de vinhos mais forte no país

por Suzana Barelli

A Salton é a marca de vinho mais forte do Brasil, segundo pesquisa da Wine Intelligence, entidade inglesa especializada no estudo do mercado de vinhos. A empresa nacional, fundada em 1910 por Antonio Domenico Salton, chegou ao pódio desbancando a marca de vinho chileno Casillero del Diablo, que no ano passado ocupou a liderança no mercado brasileiro e agora está em segundo lugar. Em terceiro, continua a Santa Helena. Para o mercado brasileiro, o estudo Global Wine Brand Power considerou 35 companhias nacionais e estrangeiras que atuam no país. No mundo, a marca mais famosa pelo segundo ano consecutivo é a australiana Yellow Tail.

Maurício Salton, diretor presidente da vinícola, avalia que a Salton chegou lá porque decidiu não apenas elaborar vinhos em um estilo mais adaptado ao Brasil, mas também divulgar isso. “Nossos vinhos são mais fáceis de consumir, têm os aromas e os gostos de fruta mais pronunciados. Nossos espumantes, por exemplo, são focados na fruta e no frescor”, conta ele. Os espumantes, ainda, são um importante canal para divulgar este estilo de vinho para os consumidores já que, no caso da Salton, representam 40% da produção anual da vinícola.

Além do estilo do produto, Maurício Salton destaca o cuidado com a imagem de suas garrafas. No ano passado, vários rótulos foram atualizados, com desenhos mais modernos. A vinícola, ainda, focou mais fortemente em novos pontos de distribuição, como portas de cinema e praia, e agora lança um novo e-commerce para a venda online de seus produtos.

Os produtos da marca têm preços competitivos em um mercado de pouco crescimento e fortemente impactado por problemas econômicos. No ranking da Wine Intelligence, entre as 15 marcas mais destacadas por aqui estão cinco brasileiras e seis chilenas, indicando a preferência dos consumidores locais pelos vinhos andinos, além das marcas nacionais.