Bebida

Suplicy voando mais alto

Expresso servido no Suplicy Cafés

por Cristiana Couto

A trajetória de Marco Suplicy segue a evolução do mercado de cafés especiais no Brasil. Um dos primeiros a abrir uma cafeteria com grãos especiais, Suplicy sustenta-se mantendo a qualidade de seu produto, criando novidades – como o cold brew Nitro, café extraído a frio com injeção de nitrogênio – e ampliando sua marca.

Sua última tacada é a abertura da quarta loja (além das 18 franquias do Suplicy Cafés Especiais) no 26º andar do Farol Santander, no centro de São Paulo. Inaugurado em janeiro, o Café do Farol inova a marca com um upgrade na comida, com a consultoria do chef Victor Dimitrow (restaurante Petí), e traz menu caprichado, drinques alcoólicos com café e brunch nos fins de semana, além do exclusivo Café do Farol, com grãos de Divinolândia (SP). “Espera-se de uma cafeteria pão de queijo e bolo. Aproveitamos o Farol, que é ponto turístico, para servir boa gastronomia”, diz ele.

Em março, Suplicy também assumiu a cafeteria do Mirante Nove de Julho, na capital paulista. “Nosso cardápio muda sempre, com chefs convidados, e tem um perfil de comida de rua”, conta ele, cuja nova proposta é trabalhar cada espaço de acordo com o perfil local.

O sucesso de seu negócio apoia-se numa visão pragmática e otimista dos cafés especiais no País. “Esse ainda é um nicho muito pequeno, o Brasil está a reboque”, analisa. “Um dos entraves, por exemplo, são os apetrechos para o preparo de café, que são importados e caros”, explica. Segundo ele, é preciso também alavancar novidades, como as bebidas frias de café, educar o público e manter o papel do País, que é o de exportar os grãos. “Café não é moda, já acompanhamos a evolução do vinho no Brasil. Mas somos o País do café”, declara.

estante
Horta em casa, sem erro

Esse não é, propriamente, um livro de receitas. Com as hortas domésticas urbanas a todo vapor, vale conferir outro tipo de receita: ensinamentos da jornalista e paisagista Carol Costa para colher verdinhos em casa. Minhas Plantas – Jardinagem para Todos acomoda-se num filão pouco explorado por aqui. Não que não existam livros de jardinagem para iniciantes, mas parte deles está esgotada e a que resta são traduções – o que implica seguir receitas que valem para países temperados, não tropicais. Minhas Plantas traz um capítulo inteiro dedicado a ervas e hortaliças; tem linguagem precisa, porém fácil e divertida; e ensina o bê-a-bá do plantio, de forma ilustrada e de maneira sustentável (reaproveitando materiais que temos em casa). Afinal, ter sálvia e alecrim na própria horta não é tarefa fácil como “aparece” nas revistas de decoração ou nos “jardins suspensos” de restaurantes aclamados. No mais, aproveite para aprender a enfeitar sua casa com flores, suculentas e quetais.

Minhas Plantas – Jardinagem para Todos (até quem mata cactos) – Carol Costa (editora Paralela)
R$ 99,90 (280 págs.)