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Cássio da Silva, do Balaio IMS, vence Concurso Nacional de Rabo de Galo

Drink Galo Cabruca, de Cássio da Silva, bartender do Balaio IMS, campeão do Concurso Nacional de Rabo de Galo 2019 (Foto: Divulgação)

por Esther Morel

Que a Caipirinha é o principal coquetel brasileiro com cachaça, não é novidade. Mas você conhece o Rabo de Galo?

Uma combinação de vermute com cachaça, o Rabo de Galo foi criado há 65 anos, em São Paulo, como uma brincadeira com o nome “cocktail” – que significa coquetel, em inglês, mas que, em tradução literal, significa rabo de galo.

Apesar de ser comumente lembrado como um drinque que tenta imitar receitas clássicas, ou ainda como uma bebida qualquer, a realidade está mudando.

Cássio da Silva, bartender do Balaio IMS, campeão do Concurso Nacional do Rabo de Galo 2019 (Foto: Divulgação)

Na última segunda-feira (19), aconteceu a terceira edição do Concurso Nacional de Rabo de Galo, uma iniciativa do Mestre Derivan e do barman Daniel Julio, organizadores do evento, que tem como objetivo alçar mais um drinque brasileiro ao mercado internacional.

“É um drinque simpático, fácil, mistura cachaça com vermute e tá tudo acontecendo. E a gente tem que brigar por isso. A ideia é fazer iniciativas como essa para trazer pólos que se juntam: o produtor, a cachaça que já exporta, integrar toda a cadeira de bartenders do Brasil inteiro de uma coisa nova, um drinque totalmente brasileiro, pelo qual estamos brigando há três anos”, contou o Mestre Derivan para a reportagem da Menu.

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A versão vencedora, de Cássio Euzébio da Silva, bartender do Balaio IMS, em São Paulo, foi batizada de Galo Cabruca, que leva cachaça carvalho e bálsamo, vermute com nibs de cacau e casca de laranja, licor de baunilha do Cerrado com cumaru artesanal e amaro estomático.

“Eu quis trazer um pouco das especiarias que a cachaça tinha, até com um toque de baunilha, e também o herbáceo, do bálsamo. Então, eu fiz um licor com a baunilha do Cerrado, e ela fez essa junção e dei um toque amargo. Ele tem um toque adocicado, com a baunilha, o amargo do nibs de cacau e o cítrico da laranja Bahia [esse último] para trazer uma leveza e uma ideia mais brasileira. E também o amaro estomático, que traz uma parte italiana. Eu fiz um Rabo de Galo ‘raiz’, mas fiz também a evolução do Rabo de Galo”, explicou Cássio em entrevista para a Menu.

Daniel dos Anjos, segundo colocado no Concurso Nacional de Rabo de Galo 2019 (Foto: Divulgação)

O segundo lugar ficou com Daniel dos Anjos, do bar The Juniper 44º, com o coquetel Voador, que leva cachaça prata, vermute e uma pincelada de caramelo salgado, decorado com torresmo. Já a terceira colocação ficou para Rafael Câmara, do bar Vasco 1020, em Porto Alegre, com o drinque Nova Ivoti, feito com cachaça premium, vermute italiano tinto clássico, solução salina artesanal e infusão de folhas de limoeiro – que também decoram a bebida.

“O meu sonho é que em Londres, em Paris, em Tóquio, em Nova York, em qualquer lugar do mundo, a pessoa diga ‘Eu quero tomar um Rabo de Galo’ e o outro lado saiba o que fazer”, finalizou Derivan.

Rafael Câmara, terceiro colocado no Concurso Nacional de Rabo de Galo 2019 (Foto: Divulgação)

Aqui no site da revista Menu você encontra as três receitas vencedoras da terceira edição do Concurso Nacional de Rabo de Galo, para tentar reproduzir em casa e homenagear um dos drinques mais icônicos da coquetelaria nacional.

Galo Cabruca, por Cássio Euzébio da Silva
Voador, por Daniel dos Anjos
Nova Ivoti, por Rafael Câmara