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Gran Dabbang

Pakoras de acelga, pedida indispensável no Gran Dabbang (Foto: Divulgação)

por Esther Morel

Comer com as mãos é de lei no Gran Dabbang, comandado pelo chef Mariano Ramón. A comida de rua com influências asiáticas entra em cena novamente em Buenos Aires, porém, ao contrário do Niño Gordo, o foco são os vegetais.

A experiência de jantar no restaurante número 46 da América Latina é única: a casa tem poucas mesas e mais uma deliciosa cozinha aberta, com contato extra com os comensais, e um menu simples de 11 pratos, que rodam de acordo com a época dos ingredientes.

Apesar de não ter a carne como carro-chefe, é possível comer pratos surpreendentes como a codorna marinada (Foto: Divulgação)

Para aproveitar ao máximo, a dica é ir em um grupo de quatro ou cinco pessoas – com fome e tempo – e pedir tudo que estiver disponível. A explosão de sabores causada pelas misturas vegetais, especiarias, temperos e pimentas é tão grande que a pequena quantidade de proteína animal vai passar despercebida.

Os pratos também incentivam o compartilhamento, como as pakoras de acelga (R$ 8) – folhas de acelga empanadas e fritas – com chutney de cenoura, molho de pimenta sriracha e iogurte, e o pão de mandioca com queijo de cabra, chutney de maçã com conserva de beterrabas (R$ 15).

O Gran Dabbang, 46º melhor restaurante da América Latina, possui apenas dez concorridas mesas (Foto: Divulgação)

Apesar de não focar nas carnes, é possível comer pratos como o curry de cordeiro defumado com especiarias negras, chutney de coco e roti e a codorna marinada com rica-rica (tempero indonésio), endívias com goiaba, umeboshi (tipo de ameixa japonesa em conserva) e huacatay (menta peruana).

A refeição fica completa com uma boa bebida – a casa tem carta de vinhos e cerveja – e uma boa conversa.

Raúl Scalabrini Ortíz, 1.543, Palermo
@dabbang_