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Movimento em restaurantes de SP cai até 50% por coronavírus

Foto: iStock

por Pedro Marques, da Menu

No mundo inteiro, bares e restaurantes estão entre os negócios mais prejudicados pela pandemia de coronavírus – e o mesmo está acontecendo na cidade de São Paulo, com algumas casas registrando queda de até 50%. no movimento.

Isso acontece pois menos pessoas estão circulando pelas ruas, o que leva, inevitavelmente, a uma queda no número de clientes, prejudicando as vendas e preocupando funcionários e donos desses estabelecimentos.

Em vários países, entre eles França e Espanha, já determinaram que os endereços permaneçam fechados para evitar aglomerações e que os casos aumentem em função disso. A Irlanda chegou ao ponto de proibir a abertura de pubs na véspera do St. Patrick’s Day, o feriado mais importante do país.

No Estado de São Paulo, que tem cerca de 150 pessoas infectadas, o maior número de casos do País, não houve, até o momento, esse tipo de proibição. Na capital, o prefeito, Bruno Covas, já alertou que a administração deve conversar com os empresários do setor para discutir medidas mais sérias, porém não informou quais serão adotadas.

Enquanto isso não acontece, alguns restaurantes já registram queda significativa. De acordo com Sylvio Lazzarini, dono de três unidades do Varanda Grill, localizadas em bairros nobres da cidade, e do La Griglia, no Bourbon Shopping São Paulo, “o movimento, em média, já diminuiu 50%”.

Queda semelhante aconteceu no Hirá Ramen Izakaya, na Vila Madalena. Segundo o proprietário, Daniel Hirata, desde a quinta-feira passada (12) a casa perdeu metade do movimento. “Muitas empresas liberaram os funcionários para trabalhar em casa, o que nos prejudica. Os escritórios estão vazios”, diz.

Para Percival Maricato, presidente do escritório de São Paulo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), ainda é cedo para estimar uma queda no setor. “Em alguns estabelecimentos o movimento caiu, em outros se manteve. É difícil fazer uma medição a partir de informações contraditórias e escassas”, explica.

Mesmo sem números exatos, Maricato espera uma redução no número de clientes de bares e restaurantes e recomenda que esses lugares adotem algumas medidas para contornar a queda no faturamento, que é tida como certa. “Os empresários precisam renegociar os valores que pagam a seus fornecedores, dar férias aos funcionários, se possível e alterar horários de funcionamento”, diz.

Já para evitar a propagação, a Abrasel-SP divulgou uma cartilha a seus associados, recomendando melhorar o arejamento dos ambientes e reforçar a atenção com a higiene de mesas, talheres, pratos e banheiros. “Boas práticas de higiene são comuns no setor, essas é a hora de intensificar esses cuidados.”